terça-feira, 9 de outubro de 2012

The Beginning Of The End Cap. 6


Limpei o rosto úmido pelas lagrimas sapecas que a poucos segundos estavam a dançar em meu rosto e voltei meu olhar para Justin.
– Desculpa, eu... Eu nunca fui de chorar na frente dos outros sabe? Poucas vezes eu faço isso. Muito raramente. Só quando eu perco o chão pra valer sabe? Você deve saber como é isso. – disse á ele enquanto voltávamos a caminhar sentido a brisa tocar nossos rostos.
– Deita aqui do meu lado...? – ele disse se jogando no chão.
– Oque? Não, eu não...
– Por favor, Annita?
– Oque? Não, meu vestido é novo e mais... Não me chama de Annita, é feio. – disse tentando não chorar novamente. Margareth algumas vezes me chamava assim pelo nome. Só de lembrar daquele projeto de mãe que tive, a minha autoestima cai para 0%.
– Ah não... Deixa de ser careta Anna, vem, não dá nada para nos não. – ele disse puxando-me pela perna me fazendo cair e gritar igual uma cadela no cio. Cai por cima dele e comecei a estapealo.
– SEU PUTO. JUSTIN VOCÊ NÃO PRESTA. ME SOLTA QUE EU QUERO LEVANTAR. – Disse eu dando vários tapas em seu peitoral.
– Não solto, não solto, não solto e pronto. – ele disse fazendo-me estapealo novamente, mas parei ao perceber que estávamos perto demais. Respirei fundo sorrindo de boca fechada. Sabia bem oque iria acontecer em dentro de poucos segundos, sim, sabia. Mas na minha mente, não importava pra mim. Eu só percebi oque havia pensado quando senti minha língua dançar com a sua em uma valsa totalmente viciante e mágica. Eu sei isso que eu disse foi meio bobo, mas acho que, por conta do momento, eu estava meio assim, sabe? Interrompi o beijo e fitei por um momento seus olhos de uma imensidão caramelada. Joguei-me ao lado dele naquela areia fofa e molhada, molhando e sujando junto meu cabelo e meu vestido. Mas sabe oque? Foda-se meu cabelo e meu vestido novo. O momento era lindo e não queria que fosse quebrado de modo nenhum. Senti seus braços envolvendo-me pelos ombros e me apertar levemente contra seu corpo quente e aconchegante, me fazendo, subitamente juntar-me mais a ele.
Olhávamos para as estrelas a pensar na vida, rever as situações e esquecer os problemas. O barulho das ondas quebrando na rochas era tão ótimo, me fazia ficar calma e meio que sonhar acordada. Acabou que senti minhas pálpebras pesarem e adormeci. Sim, sem me importar com nada e com o mundo. Adormeci sabendo que eu iria guardar este momento para sempre. O melhor momento que já tive com uma pessoa sem ser meu loirinho.
Senti a claridade invadir meus olhos por debaixo das pálpebras. Bocejei levando as mãos ate os olhos esfregando os mesmos. Acordei que só areia, mas valeu apena, afina, Justin estava me abraçando de lado e por algum motivo, eu gostava de sentir o calor de se corpo. Fitei seu rosto e percebi que pouco a pouco ele foi abrindo seus olhos, piscando- os sem parar para que se acostumasse com a claridade do sol. Ele olhou meio que para baixo e me fitou com um sorriso de canto a canto, fiz o mesmo. Nossos rostos estavam bem próximos um do outro. Eis que seu celular toca e estraga o momento. Desmanchei meu sorriso enquanto ele sentava-se e atendia o celular.
– Fala.
– JUSTI N CADE VOCÊ? E ONDE ESTA A ANNA? – Pude ouvir escutar gritar pelo outro lado fazendo com que Justin tirasse o celular do ouvido alguns segundos. E colocou o no viva-voz.
– Calma Scooter. Nós só...
– OQUE FEZ COM MINHA SOBRINHA SEU IRRESPONSAVEL? EU VOU MATAR VOCÊ SEU MOLEQUE. – Ouvi mais uma vez meu tio gritar e tomei o celular de Justin.
– Tio Scooter? Olha só, fica bravo não tá? É que aconteceu o seguinte: Vocês tinham saído para resolver uns negócios da viagem né, ai ligaram pro Justin e disseram que iriam parar para jantar e algum restaurante. E nos também estávamos com fome e as empregadas estavam de folga então decidimos ir a um restaurante e comer algo. Só que ai o Justin inventou de virmos á praia, deitarmos no chão e olhar as estrelas. Só que ai eu dormi e ele também ai acordamos agora aqui. – eu disse tudo fitando ele á minha frente.
– Ah, ótimo, tudo bem. Eu não vou discutir com vocês pelo telefone crianças. Mas só quero que vocês voltem para casa pois iremos embarcar no jato as 02:00PM em ponto para partimos para as Ilhas Caimã. Venham arrumar as sua malas. – ele disse e desligou na minha cara.
– Grosso. Exclamei entregando o celular para Justin e levantando-me do chão. Legal, muito legal, eu toda suja e com os lábios todos ressecados e provavelmente toda bronzeada né. Peguei um par de meu sapatos e demorei a localizar o outro ao longe. Peguei-o e Justin e eu fomos andando ate a rua em direção ao seu carro. Entramos e ele arrancou com tudo. Pouco mais que meia-hora chegamos em casa. Sai do carro primeiro e fui em direção á porta abrindo-a e me deparando com Scooter e Pattie sentados no sofá me fuzilando com os olhos.
– O.K, já entendi. Não me olhem assim.
– Ou melhor, não nos olhem assim. – disse Justin sapeca ao meu lado.
– Subam, tomem banho, se arrumem e arrumem suas malas. – Pattie disse e foi a deixa para eu sair subindo a escada correndo caindo em um degrau mas me levantando com a ajuda de Justin que começou a gargalhar afirmando que eu sempre caio. Cheguei a meu quarto e tranquei a porta antes que Scooter chegasse ate ele com um fuzil na mão. Despi-me e entrei embaixo do chuveiro. Era bom tirar toda aquela sujeira de meu corpo.
Lavei meu cabelos bem lavados para tirar a areia e me ensaboei bem também. Desliguei a água, abri a porta do box e peguei a toalha preta com a ponta branca ali dependurada e me enrolei. Fui ate o armário da pia, peguei uma outra toalha e enrolei na cabeça enquanto saia e vestia minha roupa para viagem. Maquiei-me, arrumei meu cabelo e cacei uma sapatilha confortável para calçar. Olhei no Iphone e já eram 01: 46PM. Vi que não iria dar tempo de dobrar roupas e peguei um conjuntinho de malas jogando roupas para lá e para cá. Na bagagem que ia comigo no avião, apenas coloquei um brilho, um gloss, um hidratante labial por causa de meu lábio ressecado, chicletes, uma barrinha de cereal e uma blusa de frio caso esfriasse. Estava pronta.
Desci quase caindo da escada com o tanto de malas mas consegui chegar no primeiro andar.
– Você não vai se mudar Ann. – Justin disse de boca cheia já arrumado e comendo um pacote de doritos.
– Cadê suas malas? – perguntei indo ate ele e pegando alguns doritos também.
– No carro, ou você acha oque? – ele respondeu o obvio.
– Leva as minhas Justin? – pedi com cara de anjo e ele me olhou estreitando os olhos. – Ai Justin, eu sou uma dama. Respeite. Por favorzinho vai? Eu ate levo uma pra ajudar. – disse manhosa.
– Tá bom. – ele disse indo pegar duas. Eu simplesmente peguei a bagagem de mão e sai andando toda sacana rindo dele que estava quase morrendo carregando as três outras malas. Me virei para ele e o incentivei.
– Vai Justin, tu consegue. Aê Biebs, falta pouco pra chegar aqui no carro. Vai, vai, vai... AÊ! Chagou garoto. Obrigado. Agora só falta tu guardar as malas dentro do carro. – eu disse. Mas ele deu um sorriso sínico.
– Oque você vai me dar em troca? – ele disse chagando mais perto e me fazendo entrar de encontro com o carro me prensando contra o mesmo. Arregalei os olhos o fitando.
– Eu... – me calei quando percebi ele em um movimento rápido ele agarrar minha cintura e sorrir dócil.
– Er... Para por favor Justin eu... - eu disse fazendo o sorriso do mesmo desmanchar.

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