– Você tá brincando comigo não é Scoot? - perguntei pausadamente fechando os olhos e suspirando pesadamente.
– Anna, me desculpe mais eu não pude fazer nada. A decisão de com quem ficariam as guardas de vocês era da justiça. Desculpa Anna, eu sei que você ama seu irmão. mas, olha você poderá ir visita-lo nas ferias. - ele disse, eu me virei para o outro lado da maca. A essa altura do campeonato já estava me derramando em lagrimas. Senti sua mão pesada sobre meu ombro.
– Não precisa chorar. Não é pra tanto. Eu sei que é seu irmão mais não é o fim do mundo. -Ata,sei como não,pode não ser para mas é o fim do mundo para mim. Era meu menino, praticamente meu filho e não irmão.
Não falei nada depois disso, estava ferrada de fome mais mesmo assim acabei adormecendo com o chato apito daquela maquina maldita. Acordei com Scooter me sacudindo. Me disse que tinha tido alta e já podia ir. Meu corpo já estava livre daquelas coisas ligadas a ele regulando cada mudança no meu batimento cardíaco. Apenas assenti. Ele disse que também havia trago todas as minhas malas para cá, porque daqui do hospital iríamos para o aeroporto para irmos para Los Angeles que era onde toda a Team Bieber estava agora. Sim, esse é um detalhe que muitos não sabiam sobre mim, ser sobrinha de scooter Braun, o empresario do grandeee Justin Bieber. Para mim ele é só mais um que era humilde mais deixou a fama lhe subir á cabeça.Não que eu o odeie sabe? Eu atê gosto da musica mais eu não vejo nada de mais nele.
Terminei de me vestir no pequeno banheiro daquele quarto de hospital infernal.E suspirei me lembrando novamente do meu irmão. Será que ele estava bem? Será que estava se alimentando direitinho? Será que sentia minha falta? Era tantas perguntas.
Me olhei no pequeno espelho e passei uma água no rosto. Ouvi alguém batendo na porta me desviando de meus pensamentos.Era Scooter me perguntando se já estava pronta
– Estou sim tio. - respondi com uma voz um pouco mais animada por finalmente sair daquele quarto. Abri a porta do banheiro e dei de cara com ele sentado na poltrona branca que ali se encontrava. O decorador desse quarto é doente porque aqui é tudo branco. Só Deus. Ri ironicamente do meu pensamento fútil em meio a um desastre em minha vida. Como não tinha muita coisa, eram só duas malas de rodinha e uma pequena bagagem de mão. Peguei uma das malas e coloquei a pequena bagagem de mão em cima da mala que eu estava e quando fui pegar a outra Tio Scooter disse que levaria para mim. Assenti e fomos andando ate o primeiro andar, paramos na recepção para pagar a caríssima conta daquele hospital podre de tão caro e fomos para o lado de fora. Tivemos que esperar uns 10 minutos sentados em um banco que tinha li perto porque não passava nenhum táxi. Finalmente veio um desocupado, entramos e nos dirigimos ao aeroporto. Scooter pagou o cara do táxi e fomos enfrentar a fila para fazer um tal de check-in. logo depois nos sentamos nas cadeiras ali, teríamos que esperar mais uma hora.
– Então... Você deve estar com fome pois não come desde que deu entrada naquele hospital. - Scoot disse e eu assenti. Então ele me levou ate uma das lojas de suvenires que havia ali no aeroporto e compramos 2 pacotes de salgadinho e coca - cola. Acabamos por passar em outras lojar de lembranças ali. Ele disse que queria presentear sua esposa, Carin.
"Atenção senhores passageiros do vôo 447 com destino a Los Angeles: ultima chamada. Repito: senhores passageiros do vôo 447 com destino para Los Angeles, está é a ultima chamada."
A voz extremamente fina da mulher ecoou pelo aeroporto chamando minha atenção e a de Scooter. Fomos caminhando para o portão de embarque e logo embarcamos. Procurei por meu assento e pelo menos isso de bom: era na janela. Scoot só tinha trago uma mala bem pequena mesmo, e eu tive que me virar para guardar minhas malas em um compartimento menor que elas e o resto delas foram em baixo da poltrona da pessoa sentada na minha frente.
"Sras e Srs Boa tarde. Meu nome é Rachel, sou uma das comissárias deste vôo. Em nome da companhia American Airlines , apresento as boas vindas à bordo do vôo 447 para Los Angeles."
Ouvi uma mulher diferente da do aeroporto dizer e bufei, que coisa chata, precisa mesmo isso tudo pro avião voar? E como se não bastasse a mulher me chega na frente da cabine e começa a falar:
"Durante a decolagem, o encosto de sua poltrona deve ser mantido na posição vertical, sua mesa fechada e travada. Observem os avisos luminosos de afivelar cintos de segurança.Em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente. Puxe uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca ajustando o elástico em volta da cabeça e depois auxilie os outros, caso necessário. Esta aeronave possui 06 saídas de emergência: 02 portas na parte dianteira [...] "
É muita cara de pau mesmo né? Bufei sem paciência, e comecei a olhar para fora da janela o desespero do povo que parece que teve o vôo cancelado lá no aeroporto. Depois de alguns minutos mandaram nós apertarmos os cintos. A aeromoça passou oferecendo travesseiros e cobertores, já que havia ficado de noite e estava frio. Peguei para mim, me ajeitei e dormi. Acordei com Scoot me balançando.
– Anna! - ele disse calmamente - acorda, já vamos pousar. - assenti com os olhos ainda fechados. Esfreguei eles e relutei para abri-los, e quando finalmente isso aconteceu, eu percebi que a coberta já estava no chão e o travesseiro embaixo de mim, não sei como isso foi parar lá. Apenas dei uma ajeitada no meu cabelo porque eu não queria chegar lá na frete de toda Team Bieber em um estado nada legal.
– Tio, quantas horas? - perguntei a ele que olhou no seu relógio de pulso e me disse que eram nove e vinte da noite.
"Sras. e Srs., solicitamos que afivelem cintos de segurança. À partir deste momento é proibida a utilização de qualquer equipamento eletrônico. Dentro de instantes pousaremos no Aeroporto Nacional de Los Angeles. Mantenham o encosto de suas poltronas na posição vertical, sua mesa fechada e travada. e afivelem o cinto de segurança. Informamos que durante o pouso reduziremos as luzes da cabine."
Afivelamos os cintos e dentro de alguns segundos o avião já estava quase em terra, já era possível ver o aeroporto de longe mas a mulher não perdeu tempo de nos irritar com toda aquela baboseira aérea.
"Bem vindos a Los Angeles. São 09:45PM. Permaneçam sentados até que os sinais de afivelar cintos sejam apagados. Verifiquem se estão de posse de seus pertences antes do desembarque que poderá ser efetuado pelas portas dianteira e traseira. Para outras informações, dirijam-se aos nossos funcionários de recepção em terra. Informamos que é proibido fumar e utilizar o telefone celular até a chegada ao saguão do Aeroporto. Agradecemos sua escolha pela American Airlines e desejamos a todos um bom fim de noite."
E dentro de mais dois minutos já havíamos pousado. Tio Scooter me ajudou com as malas e enquanto nos direcionávamos a porta principal do aeroporto, Scooter disse que teria um carro a nossa espera. E realmente tinha, entramos no carro e havia um gigante dirigindo.
– Bom Anna, esse é Kenny, o segurança preferido de Justin e Kenny esta é minha sobrinha, Anna. - Scoot disse mais logo depois começou a prestar atenção ao celular.
– Então Kenny, se você é o segurança preferido de Justin Bieber, porque não está com ele lá? - disse tentando não fazer parecer uma pergunta do tipo: “não te quero aqui, porque veio?" ele apenas riu e me respondeu.
– Justin tá em casa e ninguém precisa de seguranças dentro de casa. - ele me explicou e eu soltei um solene "ata" ficando calada em seguida.
Demorou umas meia hora mais chegamos. O carro parou em frente a uma casa gigante, fiz questão de sair do carro, parar em frente ao portão de grade, abrir a boca, e colocar a mão na frente. Pude ouvir as risadas de Kenny e do meu tio. Voltei para o carro e Kenny fez algo para o portão abrir, sei lá o que, não prestei atenção, estava admirando a casa linda que eu ia morar daqui pra frente. Então, chegando lá dentro, pela janela do carro, pude ver Justin Bieber, ele estava na varanda sentando em um tipo de cadeira que balança eu acho. Ele estava com fones de ouvido e parecia olhar as estrelas. Estou louca para saber como ele é pessoalmente. Um sorriso bobo brincou em meus lábios enquanto Kenny estacionava o carro.
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