sábado, 10 de novembro de 2012

A Trouble For Me Cap. 10



Joguei-me no sofá, agora com magoa por ter levado um bolo e com tédio... Peguei o controle da TV e encarei um pouco antes de ligar... Zapeei rapidamente por todos os canais e nada do que passava estava a me agradar. Acabei por cochilar por uma hora mais ou menos porque quando acordei eram oito e quarenta e sete...
DOIS ANOS DEPOIS...
As coisas andam cada vez mais esquisitas... O Justin às vezes traz uns caras aqui pra casa para umas reuniões sei lá de que já que ele se demitiu da empresa e quando isso acontece, eu não posso nem mesmo sair do meu quarto. Sabe, eu começo a achar que a água da piscina aí de casa entrou pelo ouvido dele e comeou a afetar o cérebro já que ele passa muito tempo nela.
E agora mesmo esta acontecendo uma dessas reuniões. E eu quero água, to com sede e preciso ir ate a cozinha. Mas se eu for Justin briga comigo e... Quer saber? FODA-SE o Justin... Já tenho 17 anos e vou fazer 18 anos semana que vem... Não é fantástico? Ele disse que vai dar uma super festa.
Mudando de assunto, abri a porta do quarto e calmamente me dirigi ate a escada e desci cada degrau com passos de veludo (que coisa gay). Consegui passar pela sala indo ate a cozinha, peguei minha água e fui fazer meu caminho da volta mais só que a curiosidade bateu e eu decidi ficar do corredor escutando o que eles diziam. Uma voz desconhecida por mim disse:
– O Ramonez só vai querer um terço do seu dinheiro conseguido no trafico, mas do outro esquema ele irá querer 45% e...
Eu já não ouvia mais nada... Eu não queria ouvir mais nada. Então era isso? Era assim que o Justin conseguia esse dinheirão sem trabalho? Dessa maneira suja?
Deixei o copo que estava na mão cair chamando a atenção deles pra mim. Olhei por todos os cantos da sala ate encontrar os olhos dele. Olhei bem intensamente naquelas orbes castanhas. Ele se levantou para ir ate mim mais eu subi correndo para o meu quarto, tranquei a porta e me joguei n cama ainda chorando. Em seguida batidas fortes e sua voz roucas ecoavam estridentes pelo quarto a me chamar. Não atendi, fiquei calada e ele parou de bater. Eu já deveria ter desconfiado que ele estava envolvido com coisas erradas desde quando ele matou aquele menino que me sequestrou. Onde o Justin iria ter arrumado aquela arma?... Acabei adormecendo com pensamentos em torno de minha mente.

P.O. V Justin

Depois do incidente ocorrido com Sam eu voltei à reunião e me desculpei com os homens. A reunião correu mais eu não ouvia nada, só pensava em Sam... Será que ela tinha ouvido e descoberto? Lógico que sim... O meu subconsciente não consegue pensar em um modo de explicar isso a ela. Cinco anos escondendo isso dela, desde a morte de papai e mamãe. Ela nunca ira me perdoar por não conta-la. Perdi a confiança de quem eu mais amava. E amo... Mas de um modo estranho, não como um irmão, mais que isso!
Depois da tal da reunião que desgraçou minha vida, eu fui para meu quarto e deixei Chaz falando sozinho sobre uma carga que tínhamos que buscar amanha em um galpão perto do porto. Fui para meu quarto pensando em o que eu devia fazer. Consegui dormir só as cinco da manha.
Quando acordei já eram duas da tarde. Moira disse que Samantha não tinha saído do quarto nenhuma vez e que só tinha pedido a Dona Izabel para lhe preparar um lanche. Respirei fundo e subi as escadas em direção ao seu quarto, parei em frente à porta e respirei fundo para o ai bater. Um baixo “entre” ecoou pelo corredor do terceiro andar dessa enorme casa. Abri a porta e ela se assustou comigo.
– Pensei que era Izabel com meu lanche! – ela disse sem me olhar. Dava pra notar a angustia em sua voz.
– Eu só queria me desculpar e te explicar... Eu. – ela me olhou com os olhos marejados, em seu olhar só se via uma Samantha totalmente perdida.
– Porque você não me contou Justin? Achou que eu iria te julgar, te rotular de drogado? Traficante de merda? Não Justin nada disso. Eu te amo você é meu irmão. Nem que você fosse o Osama Bin Laden eu iria deixar de te amar... – ela disse deixando uma lagrima solitária escorrer por seu rosto. Sentei na ponta da cama com lençóis roxos.
– Então porque você ficou assim quando descobriu? – eu perguntei com a cabeça baixa sem coragem de olhar em seus olhos.
– Justin, eu só preferia que você tivesse me contado a eu ter descoberto pela boca dos outros. Pra mim isso não é nada. É sim um jeito sujo de conseguir dinheiro mais o que eu posso fazer anh? Não vou te obrigar a nada Justin, se você se sente mais à vontade ganhando dinheiro dessa forma, no mundo do crime, tudo bem para mim entende? E sabe por quê? Porque você foi quem cuidou de mim quando papai e mamãe morreram, foi você quem enxugou minhas lagrimas quando eu sofria por coisas bobas, você que me dava o que comer e nunca deixou faltar nada para nos graças a Deus! Agora, eu só quero saber uma coisa... Ah quanto tempo? – ela disse levantando a minha cabeça e me forçando a olhar em seus olhos. Ela estava sendo mais madura que eu nessa historia toda e eu sendo o bobo.
– Ah... Cinco anos- disse com voz falha. Ela tapou a boca em intenção de abafar o choro que agora já não segurava mais. Tirou a da boca e disse.
– Pra mim isso só mostra mais uma vez que você não confia em mim. Mas tudo bem, você já é um homem feito, com seus 21 anos, faça o que quiser da vida Justin, mas eu só peço uma coisa: faça valer a pena. – ela disse e pegou sua toalha para ir tomar banho me deixando lá com a maior cara de taxo... E eu achando que ela nem me perdoaria.

4 comentários:

  1. Continuaa gosteo muito da fic vc manda muito bem viw tbm so mineira mais so de uberlandia

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  2. Continua logo to anciosa pelo prosimo IB rsrs
    segue no twitter: @tayanediashot

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  3. Continuaaaaaaa Perfeita Cara

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